quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Emagrecimento X Bebidas Alcoólicas



Muitas pessoas interessadas em perder peso contam as calorias provenientes dos alimentos, mas esquecem dos drinques que consomem nas festas, passeios e muitas vezes no dia a dia. Um grama de álcool fornece sete calorias e além disso, as bebidas alcoólicas geralmente acompanham petiscos bastante calóricos! A seguir uma tabela comparativa com diversos tipos de bebidas contendo álcool.
Calorias das Bebidas Alcoólicas
Produtos
Quantidade
Kcal.
Água ardente
1/2 copo (100ml)
231
Batidas
1/2 copo (100ml)
251
Cerveja
1 copo (240ml)
101
Cerveja light
Embalagem (360ml0
148
Champagne
1 taça
85
Chope
1 tulipa (150ml)
90
Cidra
1/2 copo (100ml)
50
Conhaque
1 dose (50ml)
125
Daiquiri
1/2 copo (100ml)
116
Gim
1 dose (30ml)
60
Kir (vinho c/ licor de cassis)
1 copo (240ml)
80
Licor de Jenipapo
1 cálice (20ml0
90
Licores
1 cálice (20ml)
69
Meia de seda
1 copo (240ml)
140
Ponche
1 copo (200ml)
100
Rum
1 copo de 50ml
110
Saquê
1 cálice (30ml)
41
Vermute doce
1 cálice (35ml)
50
Vermute seco
1 cálice (40ml)
40
Vinho branco doce
1 taça (110ml)
142
Vinho branco seco
1 taça (100ml)
85
Vinho de maçã
1 taça (100ml)
32
Vinho moscatel
1 taça (10ml)
137
Vinho rosé
1 taça (100ml)
74
Vinho tinto
1 taça (100ml)
65
Vodka
1 cálice (30ml)
72
Whisky
1 dose (100ml)
240

É importante lembrar que todo processo de perda ou ganho de peso deve ser acompanhado por um profissional nutricionista.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Manteiga X Margarina

O diferencial entre a manteiga e a margarina não é o número de calorias, que é aproximadamente igual, mas a composição de seus ácidos graxos. A manteiga apresenta aproximadamente 62% de ácidos graxos saturados, em comparação com 20% da margarina. O óleo insaturado de milho, soja ou girassol é parcialmente hidrogenado durante a fabricação da margarina e de algumas outras manteigas vegetais. Assim, a estrutura química do óleo poliinsaturado é reorganizada, originando um lipídio que não é encontrado na natureza e que é mais endurecido (saturado), porém não tão duro quanto a manteiga. Quando ocorre o deslocamento de um dos átomos de hidrogênio da sua posição natural (cis) ao longo da cadeia de carbono para o lado oposto da ligação dupla que separa dois átomos de carbono (posição trans), o ácido graxo reestruturado recebe o nome de ácido graxo insaturado trans. Na margarina, de 17 a 25% dos ácidos graxos são insaturados trans, em comparação com somente 7% na gordura da manteiga. A margarina, como todo produto de origem vegetal, não contém colesterol; já a manteiga, é produzida a partir de uma fonte láctea e contém entre 11 e 15 mg de colesterol por colher de chá.
Uma dieta rica em margarina e outros alimentos que contém óleos vegetais parcialmente hidrogenados aumenta a concentração de colesterol LDL aproximadamente no mesmo nível de uma dieta rica em gordura saturada. Entretanto, diferentemente das gorduras saturadas, elas reduzem também a concentração do colesterol HDL, que é benéfico ao organismo. 

Referência: McArdle, W. D. Fisiologia do Exercício.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Obesidade X Compulsão Alimentar

A obesidade destaca-se como um assunto de grande interesse entre pesquisadores e populações a nível mundial, por ser considerada uma epidemia integrada ao grupo de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT). Sua etiologia é determinada por fatores genéticos e ambientais − este último podendo ser de origem dietética ou comportamental – que juntos resultam em modificações de origem endócrina e metabólica no organismo. Atualmente tem sido vista como um estado inflamatório de baixa intensidade. Isso se deve ao fato do tecido adiposo branco produzir uma séria de citocinas ou adipocitocinas relacionadas, direta e indiretamente, a processos inflamatórios e metabólicos que contribuem para o aparecimento de aterosclerose, dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica, resistência insulínica e diabetes mellitos tipo 2.
O tratamento da obesidade é um processo complexo e inclui atividade física, modificação de hábitos alimentares, suporte psicológico e, em alguns casos, terapia medicamentosa. Comportamentos de compulsão alimentar parecem ser em parte, responsáveis pelos fracassos observados nesse tratamento, pois comumente os obesos apresentam sofrimento psicológico decorrentes da depreciação de sua imagem corporal e preocupação exagerada com o peso. Essa alteração emocional frequentemente gera nestes indivíduos um mecanismo compensatório, resultando na prática compulsiva de consumo alimentar.
É crescente a incidência do distúrbio de alimentação compulsiva entre obesos, dentre eles, cerca de 30% procuram auxílio médico. O distúrbio está ligado à obesidade grave, oscilação freqüente de peso e co-morbidade psiquiátrica pronunciada. Episódios descontrolados de alimentação compulsiva costumam ocorrer no entardecer ou à noite.
O transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) e a Síndrome do Comer Noturno (SCN) são as duas formas de distúrbios alimentares que mais comumente presentes em pessoas com sobrepeso e obesidade. O TCAP é o diagnóstico mais pesquisado entre os transtornos alimentares sem outra especificação (TASOE) ou não-especificados (TANE), com critérios já sugeridos para inclusão entre as categorias principais, caracterizado por episódios recorrentes de compulsão alimentar na ausência de uso regular de comportamentos compensatórios inadequados comuns na bulimia nervosa (BN). Quadros atípicos de anorexia nervosa (AN) e BN, TCAP, pica, quadros de ruminação e outras alterações do comportamento alimentar sem critérios específicos fazem parte do grupo dos TANE. Em um transtorno alimentar (TA), alterações nas vias noradrenérgicas e serotoninérgicas podem exercer um papel importante no humor, no controle dos impulsos e na regulação da fome e saciedade.
 
Referências: PIVETTA & GONÇALVES-SILVA, 2010; BRESSAN et al, 2009; ALLISON et al, 2007;  GUEDES et al, 2006; CLAUDINO & ZANELLA, 2005).